Prezados (as),
Abrimos uma consulta pública junto aos servidores técnicos administrativos da universidade a respeito do possível retorno às atividades administrativas. A amostra da pesquisa foi constituída por 270 participantes e apontou os seguintes dados:
- Todos os segmentos da categoria participaram da pesquisa (Analistas, Técnicos, NA’s, Auxiliares e cargos);
- A maioria dos participantes (53,7%) pertencem a algum grupo de risco;
- A maioria dos participantes (91,1%) convivem com outra pessoa em casa;
- A maioria dos participantes reside na cidade de atuação (88,9%);
- A maioria dos participantes são dependentes do transporte público ou andam a pé para o trabalho (54,1%);
- A maioria dos participantes estão trabalhando remotamente (97%), mas 3% realizam algum tipo de trabalho presencial pontualmente;
- Observa-se que 8,5% foi infectado pelo coronavírus ou teve contato com algum suspeito, desses (92%) se enquadram em: com sintomas, mas sem confirmação de teste; com sintomas, mas isolado em casa e assintomático;
- A maioria dos participantes (94,8%) considera inseguro o retorno às atividades presenciais neste momento.
Levando em conta os dados aqui apresentados e a evolução da pandemia da Covid-19, somos levados às seguintes reflexões:
- Na construção da comissão que produziria as normas relativas ao enfrentamento da pandemia pela Covid-19 pela universidade, não houve qualquer iniciativa no sentido de estabelecer o diálogo com a comunidade acadêmica e seus representantes.
- Realizar pesquisas com estudantes e professores excluindo os servidores técnicos, é desconsiderar a importância desses profissionais na construção da educação e do nosso modelo de multicampia.
- Tal pesquisa em respeito aos segmentos deveria ser adotada nesse momento pela instituição mostrando assim uma nítida preocupação com a vida o que jamais aconteceu.
- Os servidores técnicos estão realizando nesse período crítico através de rodízio as atividades administrativas, sem a preocupação pelos departamentos com a realização de testes rápidos, medição de temperatura, fornecimento de EPIs e materiais que assegurem as mínimas condições de segurança para o trabalho.
- Mesmo a universidade utilizando recursos tecnológicos que viabilizem a realizar de suas ações fim a distância, será necessário em algum momento e com alguma frequência a intervenção presencial do técnico administrativos, ainda que por rodízio, mas nestes 90 dias de pandemia a universidade não sinalizou para a comunidade acadêmica, que existe em curso em todos setores da instituição, um processo de adaptação das instalações físicas que garantam sua eficácia no combate a transmissão da Covid-19.
- Os indicadores diários revelam o aumento significativo dos números de contaminados pelo interior, onde se concentra a maior parte da nossa comunidade acadêmica (técnicos, docentes e estudantes), que permanece sem nenhuma informação ou aconselhamento por parte da comissão criada pela instituição com essa incumbência
A maioria dos participantes considera inseguro o retorno às atividades administrativas presenciais neste momento, e levando em conta que o número de contaminados continua crescendo pelo interior da Bahia, expor os servidores técnicos ao risco aumentaria a possibilidade deles se contaminarem e aos parentes, por essas razões esperamos que a gestão universitária leve isso em consideração, e não promova o retorno às atividades administrativas enquanto as instituições responsáveis por avaliar os riscos inerentes a contaminação pela Covid-19 (Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria Estadual de Saúde e Ministério da Saúde), não assegurem que seja seguro fazê-lo.
Agradecemos a todos que se dispuseram a responder nossa pesquisa. A partir destes dados temos condições para propor a gestão universitária, as melhores ações no sentido de garantir a segurança dos servidores técnicos da UNEB, enquanto enfrentamos a pandemia da Covid-19.
Confira no link abaixo os gráficos da pesquisa:
A coordenação Geral do SINTEST