Por Firmino Julio, Diretor Geral do SINTEST/BA UNEB
Por muitos anos, desde a sua fundação em 1° de junho de 1983, o servidor técnico da UNEB precisou trabalhar muito para mostrar seu valor — e, até hoje, em 2025, pouca coisa mudou. Invisíveis, colocados em segundo plano e carentes de tudo e de todos, os servidores, após sete anos sem reajuste, ainda são reconhecidos com certo protagonismo apenas nas datas eleitorais.
Realizamos um grande papel na Estatuinte, mostrando que a unidade ainda é — e sempre será — nossa maior força. Após a construção coletiva dos grupos políticos, a UNEB realizará, no dia 8 de outubro, a concretização de uma única chapa inscrita, que deve eleger as professoras Adriana Marmori, como reitora, e Dayse Lago, como vice-reitora, para mais um mandato de quatro anos.
Desde 2017, a gestão do SINTEST tem realizado um importante trabalho visitando setores e departamentos, ouvindo e discutindo pautas específicas. Mais do que lutar por dignidade e respeito, imprimimos nossa marca ao mostrar que a unidade da categoria é nosso maior slogan, a nossa maior força. Incompreensão, isolamento, certa perseguição e até esboços de assédio são marcas de uma categoria que, de tanto gritar, encontra-se rouca, sem conseguir apresentar mais vozes.
Nesse sentido, a fala do falecido Papa Francisco ecoa para os sindicatos sérios: “Os sindicatos devem ser a voz de quem não tem voz”. Assim, democraticamente, os servidores técnicos administrativos construíram uma pauta para dialogar com a chapa única, lembrando o que foi prometido e não implementado. Novos questionamentos fundamentais também foram apresentados, pois o maior desafio desta universidade, com gosto e cheiro de Bahia, é, sem dúvida, a capacidade de ouvir e atender.
Assim, construímos uma carta compromisso buscando, pela primeira vez, que os olhares gestores ultrapassem os limites da multicampia docente e finalmente alcancem os técnicos. A expectativa da categoria não é que tudo o que foi solicitado seja cumprido de imediato, mas que fique evidente o esforço para realizar, pois os técnicos têm pressa.
Como liderança maior, eleita pelo voto direto e comprometida com a melhoria funcional e social diária ao longo dos 35 anos de SINTEST, acredito que precisamos, como categoria, dar o nosso “sim” no dia 8 de outubro a esse projeto — mostrando que jamais deixaremos de sonhar, como aprendemos com o educador e fundador da UNEB, Edivaldo Boaventura. Sonhar para transformar, pois sonhar é esperançar.
Somos todos e todas “Uma UNEB, muitas vozes”.
Mas jamais deixaremos de ser categoria, pois somos todos e todas SINTEST.