No último sábado, 18 de dezembro, o Governo do Estado da Bahia enviou à Assembleia Legislativa do Estado da Bahia (ALBA), uma série de Projetos de Lei (PL) com nova estrutura remuneratória para diversas carreiras, além do reajuste linear de 4% para os servidores do Poder Executivo baiano e um PL que reajusta as contribuições dos servidores ao Sistema de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos Estaduais (PLANSERV) dos servidores públicos ativos, aposentados e pensionistas.
Reajuste salarial aquém do necessário para repor as perdas ao longo dos 6 anos e aumento nas contribuições do Planserv são o presente do governo do estado para o servidor público baiano.
Inconformados com este tratamento desumano para com os servidores públicos, o SINTEST junto com as demais entidades sindicais do estado, articulam alternativas para melhorar a proposta do governo, de forma que atenda verdadeiramente a necessidade dos servidores.
Para demonstrar a realidade, consideremos o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), tradicionalmente utilizado pelo governo do estado para reajustes salariais, existe uma perda salarial no período de 32,54%. E para a reposição desta perda salarial, seria necessário um reajuste de 48,24%. Se levarmos em conta o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), também calculado pelo IBGE e tradicionalmente utilizado nas negociações salariais em geral, a perda acumulada no mesmo período chega a 33,04%, sendo necessário, portanto, um reajuste salarial de 49,35%, apenas para a recomposição salarial dos servidores do estado. (Dados apresentados de acordo com o estudo do DIEESE).
O reajuste é importante, mas 4% NÃO DÁ!
